Umas das coisas mais importante que o sujeito pode fazer a si mesmo é perdoar-se.
Não porque ele não tenha responsabilidades por coisas que lhe aconteceram no passado, mas porque este já não pode ser alterado e por mais que a situação não tenha sido boa e impossível que a responsabilidade tenha sido só sua.
Neste momento, é possível que você esteja se perguntando: Como assim? Claro que tem coisas que a responsabilidade é só minha.
Não, não é.
Estamos a todo mundo inseridos em grupos, em ambientes onde nossas ações o modificam e somos modificados, em contato com as mais diferentes pessoas e ações globalizadas, então, seria impossível nos responsabilizarmos totalmente por algo.
Ainda está difícil? Vamos ao exemplo.:

Um sujeito decide fazer um empréstimo para salvar seu empreendimento e para tanto utiliza alguns bens (alienando-os), depois o empreendimento vai a falência e os bens são tomados. O sujeito então pensa, isso é totalmente minha culpa, eu não deveria ter feito isso.

E o caos na economia não é parte deste processo?
Os valores, crenças e aprendizados deste sujeito adquiridos ao longo de sua jornada não é parte, também?

O que quero dizer é que sim, temos responsabilidade pelas ações que empreendemos, mas não podemos, não devemos nos atribuirmos “culpa” por situações “totais”.

Existe na Terapia Cognitivo-Comportamental uma técnica intitulada “Torta de Responsabilidade”, peça ao seu psicólogo para aplicá-la se você está com dificuldade de ver os vários ângulos de uma mesma situação e atribuindo a sí mesmo toda responsabilidade.

E pela sua parte, perdoe-se e aprenda com os erros.
eu me perdoo

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